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Termina a greve dos bancários em Santa Cruz

 

 

No inicio da manhã uma longa fila já se formava em frente a agência da Caixa Econômica Federal em Santa Cruz. Com exceção do Bradesco, todas as agências já haviam retirados os cartazes da greve, mas a reportagem SCN apurou que os cartazes seriam retirados e o banco funcionaria normalmente.

 

As agências bancárias de Santa Cruz do Rio Pardo voltaram a funcionar nesta sexta-feira (07),  encerrando assim a greve dos bancários na cidade. Em vários locais as agências estão reabrindo, mas a greve continua ainda em algumas cidades do país.

Por exemplo em Bauru a assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (6), os bancários rejeitaram a última proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional do Bancos) e decidiram manter a greve. De acordo com o diretor do sindicato dos bancários de Bauru e região Paulo Tonon, o placar da votação na assembleia foi de 187 contra 80 trabalhadores a favor da proposta.

O sindicato de Bauru aguarda as decisões dos demais sindicatos da categoria para saber o que será levado à Fenaban.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que ofereceu aos bancários um reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta é terceira oferecida aos bancários desde que a greve começou e foi submetida após reunião da Fenaban nesta quarta-feira.

Bancários de alguns municípios já decidiram encerrar a greve da categoria, iniciada no dia 6 de setembro. As agências voltaram a funcionar nesta sexta-feira (7), como é o caso de Marília, Santa Cruz do Rio Pardo e Ourinhos. Há diversos sindicatos regionais discutindo se aceitam ou não a proposta dos bancos para encerrar a greve.

Greve nacional mais longa
A greve completou 31 dias nesta quinta-feira (6) e supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve de 2015 durou 21 dias.

Negociações
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

Impacto nos serviços
A greve afetou os serviços bancários em todo o país, pois algumas situações não podiam ser resolvidas em canais de autoatendimento e outros meios alternativos.

Na quarta-feira (5) 13.123 agências e 43 centros administrativos ficaram fechados segundo a Contraf, o correspondente a 55% dos locais de trabalho em todo o país. O dia em que foi registrado o maior número de agências fechadas foi 27 de setembro, quando 13.449 fecharam as portas.

 

 

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