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Santa Casa estuda transformação em Organização Social e convoca sociedade

 

 

Em meio a pior crise financeira atravessada pela Santa Casa de Misericórdia de Santa Cruz do Rio Pardo, a transformação do hospital em OS (Organização Social), em estudo, pode amenizar o quadro negativo. A conduta tem sido tendência, com resultados satisfatórios nas entidades filantrópicas que já aderiram ao modelo, tendo em vista as dificuldades de gestão encontradas e necessidade de profissionalização do sistema.

É importante ressaltar que o estudo em questão é para transformação da própria Santa Casa em Organização Social e não a entrega de controle do hospital para uma OS, já constituída, como é feito em algumas instituições na região.

Na prática haverá mudança da personalidade jurídica do hospital, convênios particulares, contratos junto ao poder público e recebimento de emendas parlamentares não serão prejudicados. Além disso, nada muda para os atuais 250 colaboradores atuais, no entanto, novas contratações deverão ser realizadas por meio de processo seletivo.

Caso a OS seja aprovada pela Irmandade, será montada uma mesa administrativa que deve contar com aproximadamente 20 membros, entre funcionários, representantes do poder público e comunidade em geral. O administrativo voluntário será responsável pela tomada de decisões e análise de novos projetos, apresentados pelo executivo, a ser nomeado e remunerado para o desenvolvimento de suas funções.

“A intenção é que a OS se auto administre de forma razoável. É uma estratégia diante das dificuldades financeiras, e para isso precisamos contar com representantes da sociedade”, explica a advogada da Santa Casa, Roselis Franciscon.

O provedor da Santa Casa, Hélio Pichinin, fala da importância da sociedade neste processo. “Precisamos de pessoas empenhadas em ajudar a Santa Casa que é de todos nós, convocamos empresários e toda a comunidade para nos ajudar nesta implantação. Pois da forma atual de administração, o hospital não tem ‘dono’ e é preciso profissionalizar o sistema”.

Mais um item importante é a participação da Irmandade da Santa Casa neste processo. Atualmente são 120 irmãos, no entanto, a participação é mínima, tendo apenas as presenças frequentes do provedor, Hélio Pichinin e conselheiro Fiscal, Jorge Raimundo.

“Caso tivéssemos maior adesão, talvez não seria necessária a transformação em OS. Sou favorável a participação de todos, pois uma pessoa erra mais facilmente do que várias mentes pensando em conjunto em uma solução”, relata Hélio.

Atualmente o déficit mensal da Santa Casa está na casa dos R$ 270 mil. Com a criação da OS, uma vantagem no futuro será a possibilidade de gerir outros locais relacionados à saúde, como UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por exemplo, sendo uma fonte de receita.

“Estamos fazendo um apelo para que a população entenda a urgência da adesão da comunidade para que continuemos tendo atendimento médico, na Santa Casa da nossa cidade”, ressalta a administradora, Andreia Laudácio.

 

 

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