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Entorse do tornozelo responde por 40% das lesões de traumas em geral

 

 

A entorse do tornozelo é a lesão mais frequente na especialidade de traumatologia.

Alguns autores publicam em seus trabalhos que chegam a diagnosticarem em 40% dentre todas as lesões ocorridas em traumas em geral.

A aparência clínica que se observa no entorse agudo é um edema antero-lateral acompanhado com dificuldade de deambulação. “O mais difícil na abordagem desta lesão é examinar esta articulação realizando manobras para testar os ligamentos laterais anteriores e posteriores. Na maioria das vezes os testes devem ser feitos em ambos os tornozelos e tentando identificar se houve afrouxamento dos ligamentos e em que quantidade”, explica o médico ortopedista Alexandre Yoneda.

 Exames de imagens podem auxiliar no diagnóstico, se houve presença de lesões. Os exames mais frequentemente utilizados é a radiografia simples feita em posição de estresse dos ligamentos, a ressonância magnética nuclear (já é um exame mais caro em nosso país) e o exame de ultrassonografia, sendo que este último passa a ter menos credibilidade, pois depende do médico que o realiza, devendo ser conhecedor da anatomia local com grande experiência.

Sobre o tratamento, em princípio deve ser tentado o método conservador com imobilização rígida (gesso) e seguido de imobilizadores dinâmicos. Quando se completa um tratamento e o paciente continua com queixas de dor, falta de firmeza quando apoia o tornozelo, edema residual local, chamamos de “instabilidade articular”, que pode ser mecânica ou funcional ou ambas.

Na maioria das vezes é quando se observa a lesão isolada do ligamento talo-fibular anterior.

Aproximadamente 20 a 40% dos pacientes continuam com dor crônica no tornozelo e quando ocorre a lesão isolada de um ligamento. O tratamento cirúrgico pode ser feito com a reparação dos ligamentos envolvidos, no entanto, é indicada na fase agudo ou crônica da lesão. Recentemente autores têm preferido à reparação dos ligamentos quando na fase crônica por técnica endoscópicas. “Na minha opinião, no diagnóstico do entorse do tornozelo tem muita importância a experiência do médico assistente-examinador. Prefiro combinar minha impressão de diagnóstico com os resultados dos exames de imagens, porém, poucas vezes valorizo estes exames para conclusão de diagnóstico. Divido o grau da lesão em três estágios, sendo o estágio 1 de tratamento conservador (mesmo que esteja lesionado 1 ou 2 ligamentos) e alerto para a proposta de tratamento cirúrgico às lesões que classifico com em estágio 3. Não utilizo a técnica endoscópica, preferindo a técnica por visualização direta da lesão ligamentar, reparando com pontos trans-ósseos ou com a utilização de âncoras, seguidos de 3 a 4 semanas com tala gessada e após, reabilitação funcional”, fala o ortopedista.

Já nas lesões crônicas a reconstrução ligamentar utilizando a transferência de parte do tendão fibular-curto para fazer esta estabilização, seguidas de uso de tala gessada por 4 semanas e reabilitação funcional.

 

 

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