Policial

Delegado critica declaração do prefeito Otacílio “Brincadeira de mau gosto”

 

 

Renato Mardegan concedeu entrevista ao lado dos delegados Valdir Oliveira e Isabel Bertoldo, e com a presença de toda equipe que participa das investigações do caso Sueli Feitosa.

 

 

O delegado responsável pela Central de Policia Judiciária de Santa Cruz do Rio Pardo, Renato Caldeira Mardegan, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (26), e antes de responder as perguntas dos jornalistas, fez um rápido resumo das investigações do desvio milionário dos cofres da prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo.

Mardegan lembrou desde de quando o caso foi divulgado no final de dezembro do ano passado, passou por todo o trabalho de investigação, até chegar a liberdade de Sueli Feitosa na semana passada.

“Fiz questão da presença dos meus dois colegas delegados, e toda a nossa equipe, pois todos sem exceção perderam dias de folga, deixaram suas famílias, enfim se dedicam ao extremo ao que fazem, e aqui ninguém mediu e medirá esforços para que tudo seja esclarecido” disse o delegado.

Dr. Renato também aproveitou para cutucar a defesa de Sueli Feitosa “Quando a Sueli esteve aqui em Santa Cruz, nós a interrogamos por mais de noves horas, então não entendo o motivo do advogado de defesa ter convocado a imprensa e ter feito o que fez em Bauru alegando que a Sueli não teve como falar na policia, ela teve todo o tempo aqui, e com sua atitude de levar as informações através da imprensa, quebrou nossas duas pernas, se o que ela disse tem fundo de verdade, deu toda oportunidade para os possíveis culpados, por exemplo, destruírem provas”.

Ele falou também sobre a liberdade de Sueli Feitosa “Não podemos fazer nada, se o Tribunal de Justiça achou que ela pode responder em liberdade, só nos resta cumprir a lei, mas as investigações continuam, e podem ter a certeza se nós constatarmos que ela, ou qualquer outra pessoa, tentar atrapalhar nosso trabalho, não exitaremos em realizar novas prisões”.

 

 

O delegado se mostrou irritado com as pessoas que estão dizendo que este caso vai terminar em pizza “As pessoas que estão falando isso não conhecem a mim e a minha equipe, aqui não tem pizza não, aqui tem ferro, agora não tenho culpa se as pessoas que estão falando isso não sabem votar, pois são as pessoas que escolhem os políticos, e são os políticos que fazem as leis, só que infelizmente a maior parte não se lembra nem em quem votou para presidente, senadores ou deputados, eu não faço as leis, aqui não tem pizza, e se aparecer a pizza ela será queimada”.

Mardegan também criticou a declaração do prefeito Otacílio Parras Assis (PSB), dizendo que Sueli Feitosa teria que voltar ao trabalho, mas como por lei está proibida de entrar no prédio da prefeitura, poderia ser deslocada para trabalhar na delegacia “Foi uma declaração muito infeliz do senhor prefeito, ele deixou toda nossa equipe muito entristecida, isso nos causou uma indignação muito grande, foi uma brincadeira de mau gosto, estamos sim precisando de funcionários, mas precisamos de gente embuída de trabalhar em prol do bem público, trabalhar em favor do povo, e essa colocação causou uma estranheza por parte nossa, todos meus policiais, pais e mães de família, pessoas honradas, se sentiram ofendidos em ver o senhor prefeito municipal falar que vai mandar uma pessoas que está sendo investigada, acusada de desviar dinheiro público, vir trabalhar em uma instituição séria como é a Policia Civil, então nós queremos informar que não gostamos da colocação do prefeito, ele tentou fazer uma brincadeira, mas caiu muito mal, não só perante a população de bem de Santa Cruz do Rio Pardo, mas principalmente aos meus policiais que são homens honrados, honestos, que se dedicam totalmente ao trabalho, e trabalham para o bem da população” desabafou.

Dr, Renato também pediu calma a população em relação a liberdade de Sueli Feitosa “Até que seja decretada a condenação, até que a justiça decrete que realmente ela é culpada, a legislação é clara que todos são inocentes, então as pessoas precisam manter o respeito, se a justiça entendeu que a investigada tem o direito de responder em liberdade, que esse direito seja respeitado, vamos cada um cuidar da sua vida e deixar que a policia faça o papel dela, se alguém quiser participar e só prestar o concurso público, nós estamos precisando de gente aqui, mas deixa a policia fazer o serviço dela, a partir do momento que alguém começa a incitar qualquer tipo de ação contra ela, essas pessoas estão dando chances para que ela consiga benefícios da lei, então cada um na sua”.

Ao final da entrevista o delegado deu uma alfinetada na administração municipal “Nossa cobrança já foi feita para a prefeitura, a justiça espera uma agilidade maior da administração, em vez de perder tempo com outras coisas cobrar realmente dos seus subordinados uma conclusão mais rápida, até agora mesmo não temos o montante do que foi desviado, já se foram seis meses de investigação, nós já trouxemos a justiça um monte de informações, e a prefeitura ainda não conseguiu passar pelo menos o que foi levado de lá, então em vez de fazer algumas colocações indesejadas o prefeito deveria pedir mais empenho dos funcionários da prefeitura, porque os meus são muito dedicados e empenhados” finalizou.

 

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