Saúde

Os riscos de a família assumir os cuidados com o paciente

 

 

Sem saber, familiares estão prejudicando a própria saúde e, pior, não promovendo a assistência adequada ao doente

 

A primeira atitude de uma família que se depara com uma pessoa doente dentro de casa é assumir todos os cuidados com esse paciente. E aqui acontece um erro crasso.

Com raras exceções, quando um familiar protagoniza esse difícil papel, o mesmo acaba sofrendo uma série de pressões e consequências deste trabalho e, sem nenhuma intenção, sensibilidade e percepção, não consegue proporcionar ao paciente uma assistência domiciliar adequada.

Um artigo dos especialistas Ciro Augusto Floriani e Fermin Roland Schramm, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz, destaca exatamente essa dificuldade: “Já está bem estabelecido o perfil do cuidador informal de idosos: costuma ser do sexo feminino, filha ou esposa (muitas vezes idosa) que, com frequência, divide esta atividade com seus afazeres diários. Além disso, sabe-se que em algum momento esse cuidador pode ter problemas com seu emprego ou mesmo perdê-lo. Podemos imaginar o ônus desta árdua e desgastante tarefa, forjada numa repetitividade diária incessante, muitas vezes durante anos, com sobrecarga de atividades no seu cotidiano, sendo quase sempre uma atividade solitária e sem descanso, que pode levá-lo a um isolamento afetivo e social”.

Os especialistas continuam: “O cuidador informal (familiar) pode interpretar erroneamente, na continuidade repetitiva dos cuidados diários, que a inabilidade de um idoso em fazer algo seja igual à incapacidade dele tomar decisões. Com isso, pode impor seu modo de realizar as atividades, não ouvindo os desejos e anseios legítimos do idoso, com erosão da autonomia deste e acentuação de um modelo paternalista de cuidados. Neste sentido, abusos de poder por parte do cuidador têm sido relatados, tais como agressões, impaciência e ressentimento.”

A melhor maneira de se garantir uma assistência adequada é profissionalizá-la. Além de uma enorme tranquilidade em relação a gestão dos cuidados e uma qualidade comprovada, evita-se que um familiar misture os papéis e funções. “É claro que a participação da família é fundamental na assistência domiciliar. Mas como familiar, com carinho, afeto, momentos descontraídos e prazerosos. Não com a rotina, pesada e difícil para quem não é da área”, afirma Nayara Moreno, gerente de enfermagem da AleNeto.

A AleNeto Enfermagem, que atua em Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos e região, e recentemente abriu novas equipes em São Paulo e Santos, oferece plantões completos de enfermagem e cuidador de idosos. Para saber mais sobre o assunto e conhecer de perto o trabalho da empresa, ligue (14) 3372-0631 e no telefone de plantão 24 horas (14) 99747-0154 ou faça uma visita no consultório que fica na Avenida Batista Botelho, 418, sala 4.

 

 

A família está mesmo pronta para cuidar do idoso doente?

VER NOTÍCIA

Alerta contra suicídio de idosos

VER NOTÍCIA

Parceria entre prefeitura e Santa Casa garante melhorias ao hospital

VER NOTÍCIA