Policial

Policia Civil de Santa Cruz questiona publicação de estupro em rede social

 

 

Uma moradora da cidade de Ribeirão Claro no Paraná, fez publicações em rede sociais, acusando um moto-taxista santa-cruzense de ter estuprado uma menina na noite deste domingo (02) em Santa Cruz do Rio Pardo.

Segundo a publicação, a vitima e uma amiga, pegaram duas motos na Vila Mathias para irem até a rodoviária. Porém um dos motoqueiros desviou o caminho, realizou o estupro e depois levou a moça até rodoviária, e fez ameaças de morte caso ela contasse o ocorrido para alguém.

Ainda segundo a publicação, a vitima ou alguém próximo, teria ligado na delegacia em Santa Cruz do Rio Pardo, e o policial teria insinuado que não houve estupro, porque só tinha acontecido um caso desse em 27 anos na cidade, e não quis registrar o boletim de ocorrência.

A publicação ainda trás o nome completo e fotos do rapaz acusado de ser o estuprador.

Outro lado

A reportagem do SANTA CRUZ NEWS procurou a Central de Policia Judiciária de Santa Cruz, e conversou com o delegado responsável, Renato Caldeira Mardegan.

O delegado explicou que a história não é bem assim, e a denunciante está equivocada em alguns pontos.

“Estava na delegacia registrando alguns boletins, quando recebemos essa ligação, e eu me encontrava ao lado do investigador que atendeu a moça, e ele pediu que ela fosse de imediato até a delegacia para registrar o boletim”.

O delegado continuou “Entretanto, ela afirmou que a vitima já estaria em Ribeirão Claro, então o investigador pediu para procurarem a delegacia local, ela informou que estava ligando e ninguém atendia, então nosso investigador pediu para acionarem a PM, mas ela passou a insistir que queria registrar o boletim por telefone, e foi informada que isso não era possível”.

Dr. Renato ainda disse para a reportagem que acompanhou toda a conversa, e em relação aos 27 anos, foi ele quem disse “Eu pedi para o investigador orientá-la a procurar o quanto antes uma delegacia, pois em caso de estupro existe como conseguir as provas, fazer exame de corpo delito, e ainda falei para irem rapidamente, já que tenho 27 anos de policia e estava estranho como ela estava contando o estupro, e pelo jeito entendeu tudo errado”.

O delegado também disse que foi pego de surpresa com a publicação “É bastante estranha essa publicação, ela fala que a vitima estava com medo de registrar o boletim, mas aí vão para uma rede social e colocam o nome completo e fotos do acusado, ela deveria é procurar a polícia”.

“Espero que ela procure a policia, mesmo que na cidade dela, para que possamos fazer a investigação e esclarecer o fatos” finalizou Mardegan.

 

Parte da publicação no facebook                                                                                                                                                                                                                                   

 

 

 

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