Política

“Ficamos sem dinheiro, por isso estávamos a pé” diz sobrevivente de tragédia em Santa Cruz

 

 

O veiculo Pálio (foto) ficou destruído

 

Carlos César da Silva Adorno (22 anos), estava caminhando com mais três amigos na madrugada deste domingo (22) no acostamento da rodovia Ipaussu-Bauru, eles estavam chegando em Santa Cruz do Rio Pardo, voltavam da festa do peão de Ipaussu, quando foram atropelados por um veiculo Pálio conduzido por Antonio Marcos (29 anos).

Isabela Lorenzetti de Oliveira, de 15 anos, Kezia Cristina de Carvalho, 15 anos morreram na hora, Wesley Gabriel Batista, 20, chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Carlos César apesar de vários ferimentos passa bem, ele contou para o repórter Dario Miguel tudo o que se lembra do acidente.

“Nós estavamos no rodeio e decidimos vir embora a pé, a gente estava animado, e quando a gente estava na subida perto do Parque das Nações do nada eu senti uma pancada nas costas”.

O jovem confirmou que os quatro estavam no acostamento quando foram atropelados.

O sobrevivente ainda disse que foram de carro com um amigo para Ipaussu “Nós fomos de carro, só que daí o rapaz que a gente estava de carona queria vir embora e nós queríamos continuar na festa, aí falei para ir embora que a gente voltava de ônibus, mas acabamos gastando o dinheiro com bebida e ficamos sem dinheiro, então saímos de Ipaussu por volta das 04h00” comentou.

Carlos também contou como foi depois do acidente “Ninguém viu nada, só sentimos a pancada, estavamos distraidão conversando, de repente a pancada, eu fiquei consciente, tentei ajudar meu parceiro Wesley que estava caído ao meu lado, eu falava para ele não se mexer, eu também não conseguia me mexer”.

Ao final da entrevista Carlos César ainda encontrou ânimo para brincar quando foi questionado se ele sabia que as pessoas estavam o “matando” nas redes sociais “Estou sabendo disso, aí molecada pode ficar suave estou vivão aqui ainda, agora vida que segue, tenho mais que agradecer do que reclamar” comentou.

O motorista segue internado sob escolta policial, e assim que tiver alta irá passar pela audiência de custódia, onde o juiz irá decidir se ele responderá por homícidio culposo (quando não se tem a intenção de matar) em liberdade ou não.

 

 

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