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Vendas de imóveis aumentam 73 % no primeiro semestre de 2021

 

 

 

Os corretores de imóveis João Rafael Brandini Nantes e Wilson Eduardo (foto) comentam em entrevista abaixo, como foi o comportamento do mercado imobiliário no primeiro semestre deste ano. 

Como está o cenário do mercado imobiliário para vendas de imóveis nos primeiros seis meses de 2021? 

O cenário para as vendas foi extremamente aquecido nesses primeiros seis meses de 2021. Ficamos impressionados com a alta movimentação de clientes, não só nos corredores da imobiliária, mas também nos cartórios da cidade.

 Qual o percentual de aumento em relação ao ano passado? 

A alta foi bastante considerável em relação a 2020. E devemos ter resultados ainda mais positivos no segundo semestre. Ultrapassamos a marca de 73% de vendas em 2021 ao compararmos com 2020.

 E a valorização dos imóveis como está?

 No momento, há uma valorização mais sugestiva que propriamente dita, haja vista termos imóveis supervalorizados na cidade, há mais de décadas. Santa Cruz do Rio Pardo sempre foi uma cidade muito rica, promissora, pessoas de outras cidades e estados mudam-se para cá e por aqui se estabelecem, abrem negócios, constituem família, criam os filhos… Então, as vendas de imóveis sempre estão em alta, o que impede que haja uma desvalorização em relação a demais municípios da região. 

Qual a maior procura por imóveis: antigos ou novos? Maiores ou menores? Qual o perfil do comprador? 

A procura maior ainda tem sido por imóveis mais novos, acima de dois dormitórios e com garagem para, ao menos dois veículos automotivos. Entretanto, sentimos que houve um maior fechamento de vendas em imóveis mais amplos, mais antigos, e nas redondezas do centro da cidade. Esse perfil de comprador, geralmente, é aquele indivíduo mais acostumado com o mercado de imóveis. Geralmente, possui rendimentos de aposentadoria, que tem rendimentos oriundos de outros imóveis, seja de aluguel, seja da reforma ou sua recuperação para revenda.

 É um bom momento para investimento em imóveis? 

O investimento em imóveis sempre é atrativo, não importa o momento. É claro que existem fases em que a maré não é tão favorável no cenário imobiliário no sentido de alta/baixa de inflação em relação a aluguel, por exemplo. Apesar de tudo, não devemos nos esquecer que existe uma valorização quase “natural” de determinados imóveis, e não só seus rendimentos locatícios. Quando outras receitas estão fragilizadas, como é o caso da poupança e outras aplicações de renda fixa muito visadas cinco anos atrás, o momento econômico atual pende para outros focos. E é aí que entra a elevada busca por imóveis à venda. Mas é certo que não existe milagre. O recomendável é fazer uma procura cautelosa, consultar corretores de confiança, além de construtores e profissionais de arquitetura e engenharia, para extrair uma gama de opiniões que possam lhe dar reforço para adquirir algo benéfico e não um fardo, um “elefante branco” . Observe que um bom imóvel pode ser aquele antigo, em mau estado, mas que está localizado em uma região promissora. Também pode ocorrer o contrário: um imóvel de menor valor pode ser enorme, ser novo, bem construído, mas em localização menos privilegiada. Analisamos muitos outros aspectos para que o investimento não se torne uma dor de cabeça, em vez de gerar frutos, como, por exemplo, indústrias tão próximas que, em vez de atrair moradores, acabam por espantar investidores. Vale exemplificar, ainda, o excesso de obras sem término de construção, abandonadas em alguns bairros.

 Em Santa Cruz e região qual o bairro em destaque para vendas?

 A Chácara Peixe, os bairros ao redor do Braúna e o Centro continuam em evidência e com mais valorização na cidade. Ao menos, é o que temos constatado nas sondagens e fechamentos de negócios em nosso escritório.

 Como você analisa a importância de um corretor de imóveis ou imobiliária nesse momento atual?

 Acho de suma importância em se ter um corretor auxiliando o cliente a comprar ou vender imóveis. Há tantos problemas que podem ocorrer, desde a documentação prévia, análise de certidões da propriedade e de quem está vendendo, redação de um contrato que seja justo para ambos, acompanhamento do cliente em simulações e contratos de financiamentos, agendamento de escrituras de compra e venda, entre inúmeras outras situações, fatores que podem se tornar decisivos para quem vende ou para quem compra. Há quem prefira fazer negócios diretamente ou por meio de pseudocorretores (os famosos “picaretas”). Com certeza, os riscos de uma das partes serem lesadas, poderiam ser evitados ou mesmo reduzidos quando acompanhados de perto por profissionais da área.

 

 

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