Saúde

Estou vacinado: Por que devo me preocupar com a variante delta?

 

 

Nova cepa, já registrada em vários municípios de São Paulo, é extremamente transmissível 

 

A vacinação contra a covid-19 deslanchou, mas agora há uma nova variante do coronavírus, a delta, que já foi registrada em várias localidades do Brasil e do Estado de São Paulo. Extremamente transmissível, preocupa as autoridades de saúde. Até quem está com a imunização completa tem risco de contrair essa nova forma da doença. Isso porque a variante é até 97% mais transmissível que a cepa original, explica João Paulo Poli (foto), infectologista do Grupo São Francisco, que integra o Sistema Hapvida. “Não significa que tem maior carga viral, que é mais letal. Mas, sim, que transmite muito mais fácil. E isso é preocupante para todas as pessoas, inclusive as já vacinadas”, afirma.

Como a variante delta é extremamente mais transmissível, mesmo os vacinados com a primeira dose ou a imunização completa – duas doses ou dose única – ficam suscetíveis de contrair coronavírus. “A primeira dose de todas as vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil já garante uma boa taxa de proteção, acima de 50%. Mas só com segunda dose se consegue o efeito máximo das vacinas. Quem ainda não foi vacinado com a primeira dose corre o maior risco, que é a evolução para formas graves da Covid”, ressalta o infectologista.

Ele lembra que as vacinas atualmente disponíveis conseguem evitar casos mais graves de covid-19, mas não a transmissão do coronavírus Sars-CoV-2. A vacinação em massa, que está em curso, é uma arma importante para diminuir o número de hospitalizações, de casos graves e mortes, mas ainda não atingiu o índice suficiente para impedir o contágio. “Tudo indica que as atuais vacinas evitam casos graves pela variante delta, mas não evitam a transmissão”, frisa.

O surgimento de novas variantes, de acordo com o médico, já era esperado porque a pandemia no Brasil está descontrolada. Ele lembra que para frear a pandemia é necessário um conjunto de medidas, não apenas vacina. “Precisamos somar às vacinas o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos para elevar o índice de proteção”, afirma João Paulo Poli. Para ele, a liberação das restrições necessita ser racional: as pessoas devem seguir usando máscara; reuniões somente de forma responsável, com o menor número possível de pessoas, em ambientes abertos e ventilados e quem estiver com sintomas da covid-19 tem de se isolar. Mesmo quem está com a imunização completa corre risco de contrair a variante delta.

 

 

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