Saúde

Psoríase: a doença dermatológica que vai além da pele

 

 

 

Fatores ambientais e psicológicos, como estresse, podem piorar a condição do paciente

 

A psoríase é uma doença inflamatória crônica que acomete predominantemente a pele, mas em alguns casos também pode refletir nas articulações, causando a artrite psoriásica. Apesar da literatura médica não apontar uma origem específica para a condição, sabe-se que a doença não é contagiosa e possui fatores genéticos em 30% dos casos.

“Os picos de incidência da psoríase acontecem entre os 20 e 30 anos e após os 50 anos, mas tem a possibilidade de ocorrer em qualquer faixa etária”, explica o médico dermatologista do Sistema Hapvida, Alan Doriguel. O profissional ainda aponta que as principais regiões do corpo onde surgem a doença são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e nádegas. Normalmente os sintomas surgem como lesões avermelhadas com cascas e descamações, e pode apresentar coceira.

Segundo doutor Doriguel, a explicação do processo de formação da psoríase é relativamente simples. “O que ocorre é um aumento na velocidade de replicação das células da pele, o que causa o acúmulo de várias camadas e consequentemente a inflamação”. Porém, outros fatores além dos genéticos podem estar associados a piora dos quadros de psoríase, como por exemplo, questões psicológicas e ambientais. Ou seja, estresse, sedentarismo, obesidade, tempo frio, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo etc.

De acordo com a SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase pode provocar mudanças significativas na qualidade de vida do paciente, afetando a sua autoestima e consequentemente provocando uma piora no quadro. Por isso se faz importante o acolhimento de pessoas que apresentam esta condição, principalmente por não ser uma doença contagiosa, o que permite ao paciente frequentar qualquer tipo de ambiente sem oferecer riscos a ninguém. Ainda de acordo com a SBD também existe associação de psoríase com doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor.

Tipos de psoríase

Os tipos de psoríase podem variar de acordo com a localização e características das lesões. Como:

Psoríase vulgar – lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;

Psoríase invertida – lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos;

Psoríase gutata – pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior frequência em crianças e adultos jovens;

Psoríase eritrodérmica – lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo;

Psoríase ungueal – surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas, principalmente nas unhas das mãos;

Psoríase artropática – em cerca de 8% dos casos, pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho;

Psoríase pustulosa – aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo;

Psoríase palmo-plantar – as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

Diagnóstico e tratamento

Assim como qualquer doença, é importante fazer um diagnóstico correto e precoce da psoríase e aplicar o tratamento específico, que pode ser por meio de shampoos, loções e cremes corporais. Apesar de não ter cura, doutor Doriguel aponta que já existem tratamentos mais modernos e que melhoram muito a qualidade de vida do paciente. “Hoje temos os medicamentos orais e os injetáveis, conhecidos como imunobiológicos, que controlam a psoríase com mais eficácia”, explica o profissional.

Por fim, é importante sempre procurar o médico dermatologista para conduzir o tratamento de acordo com as especificidades do tipo de psoríase que acometeu o paciente.

 

 

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